Nao deites fora em leves maos de liberdade tudo o que te dei
Guarda, em vez, as memórias em em ti deixei.
Essas não soltes, não as largues
E se largares, e assim, fugirem
Se a teu só desejo for
Não corras em busca delas, deixa.as, como uma pena
Deixa.as voar, apagar, soltar
E cair nas mãos de outro ser que as reviverá
Com amor, paixão, tristeza e solidão.
Não te peço um olhar, muito menos um sorriso
Não te peço um beijo, nem o abraço carente.
Peço paz.
Peço a nossa felicidade.
Que o vento leve com ele as nossas mágoas que ficaram
E que com conosco volte e permaneça a pura amizade.
Vou voltar aquele lugar, onde te vi
Vou ouvir a música que ouvimos,
Vou ver a imagem que vimos.
Mas vou seguir a estrada,
Não vou esperar naquela esquina
Vou caminhar em frente,
Passar por aquele lugar
Olhar aquele horizonte
Mas dar sempre o passo a frente.
As pessoas podem falar,
Podem olhar,
Talvez fique famosa
Talvez vas lembrar.te ao ver.me numa folha de jornal.
Quero conversas, quero palavras, quero gostos
Quero saidas, quero vivências
Quero um mar de ondas doces e salgadas que as definam
Um quente e frio ruido do fundo que as guardara
E um búzio que a elas as refugie.
Desejo então sorte, liberdade, cumplicidade
Sinceridade, amor e um toque de saudade para ambos
Com o nosso próximo destino,
Com a nossa próxima miragem,
Com o nosso próximo ser
E um último adeus.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
quinta-feira, 21 de maio de 2009
suja máscara de tinta
Por tras da marcara quotidiana esta um ser olhado, falado e pouco reconhecido no seu dia-a-dia. Já foi trapo, farrapo, rainha princesa. Foi menina, foi pequena. Agora esta gasta, suja, usada. Farta de olhado, fica escondida no rosto transformado em mascaras de tinta, que disfarçam cicatrizes abertas. Perguntar como se salvar dessa vida de ruina que passa no quotidiano, e algo que questiona todos os dias.
Fugindo da multidão, encontrada por os desertos. Poucous a conhecem, mas muitos sabem quem é.
Muitos vêm o seu pobre.
Muitos vêm o seu podre.
Mas poucos, na verdade, os conhecem.
Apenas ao fim de cada dia, só, trancada em sua casa, num cubiculo obscuro, frio e despido, na perdida noite e escondida do mundo la fora, olha o espelho, grita no seu reflexo, e com clareza e mágoa limpa o seu rosto disfarçado por uma vida.
Fugindo da multidão, encontrada por os desertos. Poucous a conhecem, mas muitos sabem quem é.
Muitos vêm o seu pobre.
Muitos vêm o seu podre.
Mas poucos, na verdade, os conhecem.
Apenas ao fim de cada dia, só, trancada em sua casa, num cubiculo obscuro, frio e despido, na perdida noite e escondida do mundo la fora, olha o espelho, grita no seu reflexo, e com clareza e mágoa limpa o seu rosto disfarçado por uma vida.
terça-feira, 21 de abril de 2009
palavras trocadas, frases formadas
Em tinta que escorre em pano branco, borras de carvão subressaiem.
Como que boas palavras ingeridas em momento crossial.
Areia em brasa, lume de cinza, mar de fogo ardente, areal de espuma quente.
Amor forte de brasa intensa, jazido nu de corpo estendido.
Sinonimos de plural em compromisso anonimo.
Tormenta ferida de dor e entrega.
Sonho comum perdido em longos troncos de plano branco.
Imortalidade nula de vontade e intriga.
Caminho cruzado de lugar vago, estranho, lugar longe, lugar perdido.
Se ser futil servisse de cabecinha, muita gente teria inteligencia de valores ilegais.
O mundo era um paralelo à parte.
Afinal o verdadeiro rosto não é qualidade válida.
Como que boas palavras ingeridas em momento crossial.
Areia em brasa, lume de cinza, mar de fogo ardente, areal de espuma quente.
Amor forte de brasa intensa, jazido nu de corpo estendido.
Sinonimos de plural em compromisso anonimo.
Tormenta ferida de dor e entrega.
Sonho comum perdido em longos troncos de plano branco.
Imortalidade nula de vontade e intriga.
Caminho cruzado de lugar vago, estranho, lugar longe, lugar perdido.
Se ser futil servisse de cabecinha, muita gente teria inteligencia de valores ilegais.
O mundo era um paralelo à parte.
Afinal o verdadeiro rosto não é qualidade válida.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ballet
Chegar ao balneario, arranjar, vestir o fato, calçar as sapatilhas. E o som, a nota, a melodia. Não se dança, simplesmente ouves e voas como uma leve pena, perdes.te, onde tu propria nao consegues comandar mas sim obdecer a alma e seguir por o que a chama. Lembro.me tão bem do primeiro espectaculo a sério mesmo em palco. A confusão nos bastidores, era tão pequena, era o sonho vivido de todo, aquele cabelo apanhado, o maiu branco o tutu branco com notas de musica pretas e as sapatilhas cor de rosa, a olhar para as maiores a treinarem em pontas e pensar 'um dia vou ser eu a faze.lo' com um brilho enorme nos olhos de orgulho de mim mesma. Aquele nervoso miudinho na barriga, com ansiedade de pisar um palco em frente a uma plateia cheia de gete a olhar para ti enquanto tu mostras que não é desporto, não é ocupação, não é uma simples dança, uma simples viagem, é paixão aquilo que fazes. Isso sim era orgulho para mim. Agora posso pensar, 'ao menos tive a oportunidade de sentir como era enquanto durou', pois como se costuma dizer, uma paixão é algo bom, forte, intenso, mas pouco duradoura.
Eras música na alma, eras o mais silencioso toque de liberdade, eras a maneira mais intensa de uma expressão, eras mais que um sonho, foste memoria, agora es recordação..
Eras música na alma, eras o mais silencioso toque de liberdade, eras a maneira mais intensa de uma expressão, eras mais que um sonho, foste memoria, agora es recordação..
quinta-feira, 19 de março de 2009
reviravoltas
porque trocas as voltas as coisas, começas pelo fim e continuas no principio. nao percebes a ordem das coisas? as suas consequencias? como deve ser feito?
eu ja percebi ha algum tempo que enquanto nao mudares essa sequencia nao a vou conseguir seguir.
eu ja percebi ha algum tempo que enquanto nao mudares essa sequencia nao a vou conseguir seguir.
quarta-feira, 18 de março de 2009
E TUDO ERA POSSÍVEL

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido
Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer
[Ruy Belo]
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