quinta-feira, 29 de abril de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

[ vazio ]

tanto por dizer .

[











] .

Coisas que eu sei

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

{Danni Carlos}

terça-feira, 27 de abril de 2010

só uma flor .

(Parágrafo)
-
:
"Eu deixei secar aquelas clandestinas gotas que me deixas-te cair por o rosto como que um vento arduo e expressivo ao som de um eco de colinas.
Fui tão pequenina. Pareceia uma flor, uma pequena flor. Daquelas que se vão esvoaçando com o vento tão breve e suavemente. Uma flor, ou melhor, uma semente de flor. "


Foi a flor que apanhas-te, essa, sim, que deixas-te a crescer.
Todos os dias apanhavas uma, no outro outra, e naquele era eu. Mas não, não me apanhas-te. Ficas-te com um brilho nos olhos, não sei se do sol, se da corrente que passou. E assim, todos os dias me procuravas no mesmo recanto daquela colina.
Não sei que obesseção foi aquela, se é que algum dia chegou a sê-la.
Ao fim daquele tempo partis-te, sossurras-te enquanto te estendias na relva, molhada pela chuva, tão viva e tão verde, que ias de viagem.
Uma semana depois estava eu a tua espera.
Um mes depois estava eu a tua espera.
Um ano depois estive eu a tua espera.
...

Mas tu não chegavas.

A verdade, é que não te esperei só quando disses.te que ias embora.
A verdade é que te esperei desde que te vi a primeira vez.
Mas a maior verdade, é que o vento daquela colina passava por ali todas as tardes ao por do sol, e nós eramos muitas. Todas 'iguais'. Mas tu achas-te que eu era diferente.
Vou contar-te um segredo...

Eu estou apenas a falar contigo neste momento, porque ainda hoje me tens no teu pensamento e é comigo que desabafas. Agora é a minha vez de te sossurrar ao ouvido: 'todos os dias, ou melhor, cada vez que me vias eu era uma flor diferente. No fundo o que te quero dizer, é que naquela tarde te prendes-te a mim e não, não fui eu que te fiz brilhar, mas sim aquele fim de tarde. A verdade, é que todos os dias era uma flor diferente que estava no meu lugar. Eu abalei no dia eu que me viste ao anoitecer quando a corrente soprou. Aquelas eram as outras flores daquele 'jardim'. Eram elas que vias todos os dias e pensavas ser eu. Foi assim que não me viste só a mim, mas sim a todas elas da mesma forma. Viste como todas nós somos bonitas, como todas nos brilhamos, e como é possivel admirar-nos uma a uma, mas cada uma com uma folha a menos das lágrimas que nelas deixas tocar com tanta dor, que secam e caiem. '

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

annoying orange



"i'm a orange, that's a key, there's a emo clown on tv"

obrigada

"entre por essa porta agora,
e diga que me adora,
você tem meia hora,
p'ra mudar a minha vida ."

ly